Se
existe uma frase que defina o nome Waldonys, ela é a conhecida
“Tal Pai, tal Filho”. Ainda pequeno, vendo seu pai,
Eurides, tocar, brotou no menino Waldonys a paixão pelo
acordeon.
Ele
começou a tocar com apenas 11 anos de idade. E logo revelou
um dom divino para a música. Aos 14 anos, teve seu talento
reconhecido por Dominguinhos, que o convidou para gravar o CD
“Choro Chorado”. Gravar com Dominguinhos foi apenas
o começo.
Aos
15 anos, Waldonys gravou com Luiz Gonzaga, o Rei do Baião,
o disco “Fruta Madura”, onde foi carinhosamente chamado
de “Garoto Atrevido”. Também gravou com Geraldo
Azevedo, Zé Ramalho e Marisa Monte, além de representar
o Brasil nos Estados Unidos, México, Cuba e países
da Europa.
Atualmente, o talentoso artista tem o aplauso da crítica
e, como no dizer de Luiz Gonzaga, continua atrevido. Já
gravou oito discos próprios pelas gravadoras RGE, CONTINENTAL,
VELAS, KUARUP e WE Produções. E consolidou seu nome
junto a importantes cantores e compositores da MBP. Entre eles,
Gonzagão, Dominguinhos, Gilberto Gil, Fagner, Zé
Ramalho, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Hermeto Pascoal, Renato
Borgett, Ricardo Chaves, Guilherme Arantes, Ivete Sangalo, Marisa
Monte e outros.
Waldonys, com seu reconhecido “atrevimento", não
quis restringir sua carreira aos palcos brasileiros. Fez platéias
da Europa, Estados Unidos e Cuba o aplaudirem de pé, após
apresentações marcadas pela multiplicidade de seu
repertório, abrangendo músicas clássicas
e populares. Conjugação perfeita entre a versatilidade
do acordeon e a genialidade do músico.
A tradição do instrumento, que embala marcantes
ritmos da MPB, será levada adiante com talento e dignidade.
Se o autor de “Asa Branca” apadrinhou Dominguinhos
e encaminhou-o nos segredos da sanfona, agora é a vez de
o criador de “Eu Só Quero um Xodó” apresentar-nos
um seguidor à altura.
Embora
novo, Waldonys está há muito tempo na música.
Depois de muitos shows, incluindo uma temporada de seis meses
nos Estados Unidos, o sanfoneiro lançou em 1992 seu primeiro
disco, intitulado “Viva Gonzagão”. Na seqüência,
“Veleiros”, “Quem não Dança, Dança”,
“Coração da Sanfona”, “Waldonys
Canta e toca sucessos nordestinos”. E mais: “Aprendi
com o Rei 1 e 2”, “Anjo Querubim” e “Eterno
Aprendiz”, seu último lançamento. Todos no
estilo inconfundível do artista, ou seja, técnica
aliada a muito swing. Waldonys transpira prazer e categoria ao
cantar e tocar forrós e outros ritmos musicais, sempre
com desenvoltura e simplicidade.
Animar
festas e “botar fogo” nos forrós pelo Brasil
afora é a sua vocação. Hoje, os elogios da
elite da MPB ao trabalho de Waldonys transformam-se em diplomas
de reconhecimento ao seu extraordinário
talento:
“Waldonys,
este garoto é muito atrevido, com 15 anos tocando desse
jeito...”, Luiz Gonzaga.
“Waldonys,
Gozagão falou e eu continuo falando, êta moleque
atrevido! Como toca esse danado”, Dominguinhos.
“Esse
menino é o fenômeno da sanfona”, Hermeto Pascoal.
“Waldonys,
você é um tradutor da sanfona”, Zé Ramalho.
“Waldonys,
o mestre da Sanfona”, Ricardo Chaves.